Umidade sob controle
Mesmo depois da fixação, a folha ainda guarda água demais para ser conservada. A secagem final reduz a umidade a cerca de 3% — o suficiente para impedir mofo e estabilizar o chá por meses ou anos. Sem essa etapa, nenhum chá chegaria intacto à sua xícara.
Mas secar não é só remover água. A temperatura e a forma da secagem imprimem caráter: um calor baixo e lento preserva delicadeza; um calor mais alto desenvolve notas tostadas, de nozes e caramelo. O "roasting" de certos oolongs é, no fundo, uma secagem prolongada e intencional.
Fornos, sol e brasa
Os métodos variam com a tradição. Fornos de ar quente dão controle preciso e são o padrão industrial. A secagem ao sol, mais antiga, é essencial no pu-erh cru, cujo material precisa manter micro-organismos vivos para envelhecer bem. E há a secagem sobre brasa, que empresta ao chá um leve aroma de fumaça — a fronteira entre secar e defumar.
Depois de seco, o chá enfim descansa, é classificado e embalado. O que era uma folha viva no galho virou algo estável, aromático e pronto para reencontrar a água quente meses depois — do outro lado do mundo, se for o caso.