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Valeriana

Valeriana officinalis L.

A sedativa da farmácia europeia — o hipnótico herbal mais vendido do mundo, com evidência clínica sólida para insônia e ansiedade e um perfil olfativo que divide humanidade entre fascínio e repulsa.

Para que serve

Sedativa potente, insônia, ansiedade grave

Actua diretamente no GABA. Reduz tempo para adormecer em 30-60 min. Não associar com álcool ou benzodiazepínicos. Evitar em depressão.

Como preparar

85°C · 10 min · 1 col. sopa / 250ml
1x à noite

Quem deve evitar

  • Gestação e lactação — valepotriatos citotóxicos em modelos animais; evitar
  • Crianças < 12 anos — sem dados de segurança
  • Uso concomitante com benzodiazepínicos, álcool — potencialização
  • Cirurgia — suspender 2 semanas antes (depressor de SNC)
  • Não dirigir ou operar máquinas pesadas

Seguro para: hipertensos

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Valeriana officinalis L.
Família botânica
Caprifoliaceae / Valerianoideae
Tipo
Fitoterápico sedativo / hipnótico / ansiolítico
Parte usada
Raiz e rizoma secos.

Características

Sabor
Amargo-terroso intenso, resinoso, levemente adocicado ao fundo, persistente. Perfil que divide opiniões radicalmente — poucos amam.
Aroma
Terroso-musky intenso, isovaleriânico (ácido isovalérico — o mesmo do suor de pés), amadeirado-resinoso. O aroma mais controverso do catálogo — considerado desagradável por muitos, fascinante por alguns.
Cor da infusão
Marrom-escuro a âmbar opaco. #6B4820
Intensidade
4/5 para sabor e aroma — não é infusão para degustar, é para tomar.

Como preparar

Temperatura
60–70 °C — nunca ferver (valeriânico se decompõe acima de 80 °C, reduzindo a atividade).
Quantidade
2–3 g de raiz seca para 250 ml.
Método
Maceração a frio (12h) é o método preferido para preservar valepotriatos e ácido valerênico. Infusão morna como alternativa prática.
Melhor momento
30–60 min antes de dormir. Efeito acumulativo — uso regular (2–4 semanas) produz resultado mais consistente que dose única.
Combina com
Lúpulo · Passiflora · Melissa · Camomila (blends de sono clássicos europeus e brasileiros)

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

Efeitos adversos e dose máxima

Efeitos adversos
Sonhos vívidos, cefaleia matinal ("ressaca" da valeriana) em doses altas. Efeito paradoxal estimulante em dose baixa.

História e cultura

A valeriana é mencionada por Hipócrates como remédio para insônia. Dioscórides a chama de "phu" — interjeição de repulsa ao cheiro. Hildegarda de Bingen usava-a para "coração perturbado". Durante a Segunda Guerra Mundial, a valeriana foi distribuída à população civil britânica para tratar ansiedade dos bombardeios — um dos primeiros usos em escala de um fitoterápico para saúde mental coletiva. O nome "valeriana" pode derivar do latim valere ("estar bem, ter saúde") — ou da província romana de Valeria. Nenhum dos dois é confirmado — o que é raro para uma erva tão antiga.

A valeriana é o fitoterápico sedativo mais vendido em farmácias de manipulação brasileiras — disponível em cápsulas padronizadas, tinturas e chás. O chá é menos popular que as cápsulas justamente pelo aroma desafiador. Para o Ervatório, a narrativa honesta sobre o aroma é mais eficaz que tentar suavizá-lo.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial. Indicações: sedativo, ansiolítico, hipnótico.
EMA (Europa)
Monografia HMPC — well-established use para insônia.
FDA (EUA)
GRAS para uso alimentar. Suplemento amplamente vendido nos EUA.
Sazonalidade
Raiz colhida no outono (2º ou 3º ano de plantio)

Fontes

Fontes em revisão.

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