← Ervopédia

Aroeira

Myracrodruon urundeuva Allemão (sin.: Astronium urundeuva (Allemão) Engl.)

A guardiã da caatinga — adstringente sagrada do sertão nordestino com ação anti-inflamatória oral entre as mais validadas da medicina popular brasileira.

Para que serve

A guardiã da caatinga — adstringente sagrada do sertão nordestino com ação anti-inflamatória oral entre as mais validadas da medicina popular brasileira.

Adstringente potente. Anti-inflamatório

Como preparar

Decocção a 98 °C. · 5 g de casca seca para 500 ml (uso oral); 10 g para uso tópico/bochecho.
Uso medicinal — 2–3x/dia conforme indicação.
Decocção.

Quem deve evitar

  • Gestação: evitar uso interno (dados insuficientes de segurança)
  • Hepatopatias graves: cautela com taninos em dose alta
  • Uso interno prolongado (>4 semanas) sem orientação
  • Espécie ameaçada: Myracrodruon urundeuva consta na lista de espécies ameaçadas do Brasil (IBAMA). Preferir fornecedores com cultivo sustentável ou certificação de manejo.

Abrir no Ervatório Explorar todas as ervas

Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Myracrodruon urundeuva Allemão (sin.: Astronium urundeuva (Allemão) Engl.)
Família botânica
Anacardiaceae (família da manga, do caju, do pistache)
Tipo
Fitoterápico adstringente/anti-inflamatório
Parte usada
Casca do caule (entrecasca), seca e pulverizada.

Características

Sabor
Intensamente adstringente, amargo seco, terroso. Seca a boca de forma eficiente — uso medicinal declarado.
Aroma
Madeira seca do sertão, tanino seco, fundo resinoso discreto.
Cor da infusão
Marrom-avermelhado escuro, opaco. #7B3F1E
Intensidade
4/5 — uso terapêutico, não hedônico.
Bioma de origem
Caatinga — característica do bioma, endêmica da região semiárida brasileira (PI, CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, MG, MT, MS).

Como preparar

Temperatura
Decocção a 98 °C.
Quantidade
5 g de casca seca para 500 ml (uso oral); 10 g para uso tópico/bochecho.
Método
Decocção.
Melhor momento
Uso medicinal — 2–3x/dia conforme indicação.

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

História e cultura

A aroeira-do-sertão é uma das espécies mais antigas da farmacopeia nordestina. Curandeiros, benzedeiras e parteiras do sertão nordestino usam a casca de aroeira há séculos para tratar "inflamação de boca", "corrimento" e "ferida que não sara". Esses usos, documentados pela medicina popular desde o século XVIII, foram sistematicamente validados por pesquisadores brasileiros a partir dos anos 1990. A UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte) possui um dos maiores portfólios de pesquisa clínica com aroeira do mundo — mais de 40 publicações em periódicos internacionais indexados.

A aroeira ilustra um paradoxo central da fitoterapia brasileira: uma planta com evidência clínica forte, monografia oficial na Farmacopeia Brasileira e décadas de pesquisa universitária que ainda enfrenta barreiras de acesso no sistema de saúde pública. O SUS inclui a aroeira na RENISUS (Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS), mas a cadeia de fornecimento regulamentado ainda é incipiente.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial. Indicação: anti-inflamatório e adstringente de mucosas.
Sazonalidade
Casca coletada preferencialmente na estação seca

Fontes

Fontes em revisão.

Ervas relacionadas