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Jurema-Preta

Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. (sin.: Mimosa hostilis)

A árvore da pele e do rito — cicatrizante da caatinga com ação antibacteriana confirmada e história sagrada nos cultos afro-brasileiros.

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Identificação

Nome científico
Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. (sin.: Mimosa hostilis)
Família botânica
Fabaceae / Mimosoideae
Tipo
Fitoterápico cicatrizante e ritual
Parte usada
Casca da raiz e do caule (uso medicinal); casca da raiz (uso ritual — contém DMT em concentrações variáveis).

Características

Sabor
Amargo-adstringente intenso, tanino pronunciado, fundo terroso de sertão.
Aroma
Terra seca, madeira queimada, tanino seco, fundo levemente defumado.
Cor da infusão
Marrom-escuro opaco, quase preto em infusões concentradas. #2D1B0E
Bioma de origem
Caatinga — espécie característica da região semiárida, adaptada ao clima de extremos.

Ações principais

Componentes ativos

História e cultura

A jurema é planta sagrada no Nordeste brasileiro há milênios — artefatos arqueológicos com sementes de jurema foram encontrados em sítios da Tradição Agreste (Pernambuco), datados de 2000–3000 anos. O culto da jurema — sistema espiritual indígena nordestino que incorporou elementos afro-brasileiros — é um dos fenômenos religiosos mais singulares do Brasil, com rituais de uso do "vinho da jurema" (bebida ritual da casca da raiz) documentados desde o século XVII. O tepezcohuite mexicano tornou-se internacionalmente conhecido após a explosão de gás na Cidade do México (1984) — a planta foi usada em massa para tratar queimados, com resultados documentados que geraram interesse científico global.

A jurema é objeto de disputas legais e culturais complexas. O culto da jurema foi proibido pelo Estado brasileiro em períodos históricos e hoje é protegido como patrimônio cultural imaterial. A planta navega entre o status de fitoterápico cicatrizante (uso medicinal documentado), patrimônio espiritual indígena e substância psicoativa regulamentada — três categorias que raramente coexistem na mesma espécie.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Uso tópico popular reconhecido. Casca da raiz: contém DMT — substância controlada.
Sazonalidade
Colheita de casca: preferência estação seca
🌿 Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

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