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Espinheira-Santa

Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek

A protetora do estômago — antiulceroso do cerrado com evidência clínica sólida e uma das monografias mais completas da fitoterapia brasileira.

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Identificação

Nome científico
Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek
Família botânica
Celastraceae (família do espinheiro-da-europa)
Tipo
Fitoterápico gastroprotetor / antiulceroso
Parte usada
Folhas, preferencialmente adultas, secas.

Características

Sabor
Amargo leve a moderado, verde-herbáceo, levemente adstringente, com nota final levemente doce. Mais palatável que outras ervas medicinais — admite uso regular diário.
Aroma
Erval fresco, folha verde levemente amadeirada, fundo de chá-verde.
Cor da infusão
Verde-amarelado a âmbar-verdoso claro. #B5C96A
Intensidade
2/5 — infusão relativamente suave, de uso cotidiano possível.
Bioma de origem
Cerrado (distribuição principal) + Mata Atlântica (RS, SC, PR — grande centro de pesquisa e uso).

Como preparar

Temperatura
90–95 °C. Não ferver (degrada triterpenos lábeis).
Quantidade
1–2 colheres de sopa (3–5 g) de folhas secas para 250 ml.
Método
Infusão coberta. Decocção fraca (5 min fervura suave) para uso medicinal mais concentrado.
Melhor momento
30 minutos antes das refeições (gastroprotetor), 3x ao dia.
Combina com
Funcho · Camomila · Alcaçuz · Melissa (blends digestivos suaves)

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

História e cultura

A espinheira-santa é a erva brasileira com maior número de ensaios clínicos nacionais para indicação gastroprotetora — em grande parte, resultado do Programa CEME (Central de Medicamentos) do governo federal nos anos 1970–1980, que sistematizou a pesquisa de plantas medicinais do SUS. Usada há séculos no Sul do Brasil (onde crescem populações nativas nas matas de araucária), foi incorporada ao conhecimento popular gaúcho e catarinense como "remédio da roça" para "azia" e "dor de estômago".

A espinheira-santa é um dos poucos exemplos de cadeia fitoterápica relativamente estruturada no Brasil — cultivo em sistema agroflorestal no Paraná, padronização de extrato, fitoterápico registrado na ANVISA e uso pelo SUS em algumas redes estaduais. Ainda assim, a maior parte do consumo é de erva solta em farmácia de manipulação ou ervanário — sem controle de qualidade padronizado.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial. Indicação: gastrite, úlcera gástrica e duodenal.
Sazonalidade
Folhas coletadas preferencialmente no período vegetativo ativo
🌿 Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

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