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Guaçatonga

Casearia sylvestris Sw.

Erva-de-bugre da Mata Atlântica interior — antiulcerosa nativa brasileira com perfil farmacológico comparável à espinheira-santa, raramente citada fora do meio especializado.

Para que serve

Antidispéptico — monografado, Antiulcerogênico, Anti-inflamatório

Irmã menos famosa da espinheira-santa — antidispéptico e antiulcerogênico monografado. Casearinas (diterpenos clerodanos) com atividade antitumoral em estudos de bancada.

Como preparar

95°C · 5 min · 2 a 4 g de folhas / 150 ml
2-3x ao dia antes das refeições

Quem deve evitar

  • CONTRAINDICADO em gestantes (advertência expressa da Farmacopeia)
  • CONTRAINDICADO em lactantes (advertência expressa)
  • Crianças abaixo de 12 anos sem orientação

Seguro para: adultos saudáveis, hipertensos

Toma remédio? Há 2 interações conhecidas — veja abaixo.

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Casearia sylvestris Sw.
Família botânica
Salicaceae (nova classificação; antes Flacourtiaceae)
Tipo
Árvore ou arbusto de 2 a 6 m, amplamente distribuído.
Parte usada
Folhas secas — 2 a 4 g para 150 ml, conforme monografia oficial.

Características

Sabor
Amargo-aromático moderado, com notas herbáceas e leve adstringência.
Aroma
Herbáceo verde com nuance medicinal, levemente amadeirado.
Cor da infusão
Amarelo-esverdeado a âmbar claro. #C9C77C
Intensidade
3/5 — moderada, funcional.
Bioma de origem
Mata Atlântica e Cerrado brasileiros.

Como preparar

Temperatura
95 °C.
Tempo de infusão
5 minutos coberto.
Quantidade
2 a 4 g de folhas secas para 150 ml — proporção da Farmacopeia.
Método
Infusão coberta. Beber 5 minutos após o preparo.
Melhor momento
Antes das refeições. 2 a 3 vezes ao dia conforme monografia.
Combina com
Espinheira-santa (sinergia gástrica) · Camomila · Hortelã

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

Interações

Efeitos adversos e dose máxima

Efeitos adversos
Raros em doses recomendadas.
Dose máxima
Conforme a monografia: 150 ml do infuso (2-4 g de folhas secas), 2 a 3 vezes ao dia, 5 minutos após o preparo.

História e cultura

A guaçatonga é planta tradicional de indígenas bugres e kaingang do Sul e Sudeste brasileiros — daí os nomes populares "erva-de-bugre" e "chá-de-bugre". Era usada para dores de estômago, feridas e como "chá fortificante".,No Brasil contemporâneo, a pesquisa científica é concentrada na Unicamp, USP e UFPR. O professor Mario Sérgio Mantovani (USP) publicou trabalhos seminais sobre casearinas nos anos 1990.,A entrada na Farmacopeia Brasileira (2011) consolidou o uso tradicional. Hoje a guaçatonga está em programas estaduais de fitoterapia (São Paulo, Paraná).

A guaçatonga é uma das ervas brasileiras com maior potencial cientificamente estabelecido mas menor reconhecimento popular e comercial. O Ervatório pode ter papel de divulgação responsável.,Cultivo comercial ainda limitado. Há potencial de produção agroflorestal no Sul/Sudeste.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial (Anvisa, 2011). Indicação: antidispéptico.
EMA (Europa)
Sem monografia.
FDA (EUA)
Sem reconhecimento específico.
Sazonalidade
Colheita de folhas adultas ao longo do ano.

Fontes

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