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Cumaru

Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.

A baunilha da floresta — semente aromática amazônica com cumarina intensa, uso histórico em perfumaria europeia e potencial gastronômico e fitoterápico ainda subutilizado.

Para que serve

A baunilha da floresta — semente aromática amazônica com cumarina intensa, uso histórico em perfumaria europeia e potencial gastronômico e fitoterápico ainda subutilizado.

Antiespasmódico. Broncodilatador leve

Como preparar

85–90 °C (cumarina é volátil — não ferver). · 0,5–1 g de semente ralada para 250 ml (poderoso — dose baixa).
Noite (sedativo leve) ou pós-refeições (digestivo aromático).
Infusão coberta de semente ralada fina (microplaina). Decocção curta da casca.

Quem deve evitar

  • Gestação — cumarina uterotônica
  • Anticoagulados — potencialização significativa
  • Hepatopatias — hepatotóxico em doses altas
  • Uso diário intenso por períodos prolongados

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ATENÇÃO — CUMARINA EM ALTA CONCENTRAÇÃO
Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Dipteryx odorata (Aubl.) Willd.
Família botânica
Fabaceae / Papilionoideae
Tipo
Especiaria aromática / fitoterápico
Parte usada
Semente seca (fava de cumaru / tonka bean); casca do fruto (uso popular).

Características

Sabor
Doce-baunilha intensíssimo, cumarina pura, amêndoa tostada, caramelo, fava de baunilha bourbon com nota de almíscar. Um dos sabores mais complexos e sedutores do catálogo.
Aroma
Baunilha bourbon madura, cumarina cristalizada, amêndoa torrada, caramelo, leve almíscar de madeira. Perfume de luxo em semente.
Cor da infusão
Âmbar-dourado a marrom-mel. #C8882A
Intensidade
4/5 — aroma dominante, sabor inconfundível.
Bioma de origem
Amazônia — floresta de terra firme. AM, PA, RO, AC, também Guianas e Venezuela.

Como preparar

Temperatura
85–90 °C (cumarina é volátil — não ferver).
Quantidade
0,5–1 g de semente ralada para 250 ml (poderoso — dose baixa).
Método
Infusão coberta de semente ralada fina (microplaina). Decocção curta da casca.
Melhor momento
Noite (sedativo leve) ou pós-refeições (digestivo aromático).
Combina com
Cacau · Canela · Cardamomo · Açaí · Guaraná · Baunilha · Mel (blends amazônico-premium)

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

História e cultura

O cumaru é a semente que nomeou uma molécula — o químico Vogel, ao isolar em 1820 o composto aromático da fava de cumaru, nomeou-o "cumarina" (coumarin). A partir daí, a cumarina tornou-se molécula-referência em química orgânica e uma das mais usadas em perfumaria do século XX. A fava tonka (cumaru) é ingrediente histórico da perfumaria europeia de luxo — Chanel Nº5 e Guerlain Shalimar têm cumarina como nota de fundo. Durante décadas, perfumistas compravam favas de cumaru do Brasil para destilar cumarina sintética — hoje usam cumarina sintética, mas a fava natural tem mercado premium crescente. Na cozinha, o cumaru é o "truffe noire da Amazônia" — chefs de alta gastronomia como Alex Atala (D.O.M., São Paulo) popularizaram a fava de cumaru ralada sobre sobremesas, risotos e drinks, elevando um produto extrativista amazônico a ingrediente de elite gastronômica global.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Regulado como especiaria alimentar. Limite de cumarina em alimentos: EFSA 0,1 mg/kg/dia
FDA (EUA)
Proibido como aditivo alimentar nos EUA (mas fava inteira permitida como especiaria)
Sazonalidade
Colheita de sementes: agosto–novembro

Fontes

Fontes em revisão.

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