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Mangava-Brava

Lafoensia pacari [A.St](http://A.St).-Hil.

O segredo gastroprotetor do pantanal — cicatrizante de mucosa gástrica com evidência clínica sólida e uma das fichas mais surpreendentes para quem não conhece o bioma.

Para que serve

O segredo gastroprotetor do pantanal — cicatrizante de mucosa gástrica com evidência clínica sólida e uma das fichas mais surpreendentes para quem não conhece o bioma.

Gastroprotetor. Antiulceroso

Como preparar

Decocção a 95–98 °C. · 3–5 g de casca seca para 500 ml.
30 minutos antes das refeições, 2–3x ao dia.
Decocção.

Quem deve evitar

Nenhuma contraindicação registrada nesta ficha.

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Lafoensia pacari [A.St](http://A.St).-Hil.
Família botânica
Lythraceae (família da romã)
Tipo
Fitoterápico gastroprotetor / cicatrizante de mucosa
Parte usada
Casca do caule, seca e pulverizada.

Características

Sabor
Adstringente moderado, amargo suave, terroso. Mais palatável que barbatimão ou aroeira.
Aroma
Casca seca, terroso discreto, levemente resinoso.
Cor da infusão
Marrom-avermelhado claro. #9B5535
Intensidade
3/5 — medicinal com palatabilidade aceitável.
Bioma de origem
Pantanal e Cerrado — MT, MS, GO, MG, SP.

Como preparar

Temperatura
Decocção a 95–98 °C.
Quantidade
3–5 g de casca seca para 500 ml.
Método
Decocção.
Melhor momento
30 minutos antes das refeições, 2–3x ao dia.
Combina com
Espinheira-santa · Alcaçuz · Camomila (blends gastroprotetores)

Ações principais

Componentes ativos

História e cultura

A mangava-brava é a erva do pantanal que poucos conhecem fora da região — mas que carrega décadas de pesquisa farmacológica pela UFMT (Cuiabá) e UFMS (Campo Grande). O uso popular pelos povos ribeirinhos do pantanal como "remédio para o estômago" levou pesquisadores à descoberta de uma das mais ricas fontes de ácido elágico e punicalagins do cerrado-pantanal — compostos com atividade antiulcerosa confirmada em modelos animais e estudos piloto humanos. A mangava-brava é o exemplo mais eloquente do catálogo do Ervatório sobre o ciclo perfeito da fitoterapia brasileira: uso popular observado → pesquisa universitária regional → validação farmacológica → ficha Ervatório. É a descoberta que o Ervatório existe para fazer circular.

A planta é cultivada ornamentalmente pelo florescimento espetacular (flores brancas perfumadas, à noite) — seu valor estético é reconhecido antes do medicinal. Poucos moradores de cidades do Centro-Oeste que têm um dedaleiro no jardim sabem que têm, à mão, um gastroprotetor com evidência clínica.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Uso tradicional reconhecido. Memento Fitoterápico.
Sazonalidade
Casca coletada no período seco; floração setembro–novembro

Fontes

Fontes em revisão.

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