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Melissa

Melissa officinalis L.

A erva do coração tranquilo — ansiolítica europeia que chegou ao Brasil como "erva-cidreira" e conquistou definitivamente o catálogo mundial de calmantes.

Para que serve

Calmante, antidepressiva suave, digestiva

Inibe MAO-B, elevando serotonina e dopamina naturalmente. Excelente para quem 'não consegue parar de pensar'. Sabor agradável de limão. Sem risco de dependência.

Como preparar

85°C · 7 min · 1-2 col. sopa / 250ml
3x ao dia

Quem deve evitar

Nenhuma contraindicação registrada nesta ficha.

Seguro para: gestantes, crianças, hipertensos

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Melissa officinalis L.
Família botânica
Lamiaceae
Tipo
Fitoterápico ansiolítico / sedativo / antiviral
Parte usada
Folhas frescas ou secas (antes da floração — maior concentração de óleos essenciais).

Características

Sabor
Cítrico-limão suave e fresco, levemente herbáceo, discretamente floral, leve amargo gentil.
Aroma
Limão-bálsamo fresco e elegante, floral-menta leve, mel cru, erval fresco. Um dos aromas mais agradáveis do catálogo.
Cor da infusão
Verde-pálido a amarelo-verdoso. #DCE870
Intensidade
1–2/5 — infusão suave e agradável. Alta aceitação universal.

Como preparar

Temperatura
85–90 °C (citral e linalol muito voláteis — nunca ferver).
Quantidade
2–4 g de folhas secas para 250 ml (folhas frescas: 5–8 g).
Método
Infusão coberta, imprescindível.
Melhor momento
Final de tarde ou noite (ansiolítico/sedativo). Também excelente para uso diurno suave.
Combina com
Camomila (clássico absoluto) · Maracujá · Lavanda · Hortelã · Valeriana · Flor de laranjeira · Mel

Ações principais

Componentes ativos

História e cultura

A melissa é a erva dos apicultores — o nome latino "melissa" vem do grego para "abelha". Apicultores medievais europeus esfregavam melissa nas colmeias para atrair enxames e acalmar as abelhas antes de manejar. Paracelso chamou a melissa de "elixir da vida". O licor Carmelite Water (Eau de Mélisse des Carmes), produzido por monges carmelitas desde 1611, foi o primeiro produto farmacêutico comercial a base de melissa — e ainda é vendido na Europa como digestivo.

A confusão entre melissa e Lippia alba (erva-cidreira brasileira) é provavelmente o equívoco botânico mais comum na fitoterapia popular brasileira. São plantas distintas, com química diferente, de famílias diferentes — mas ambas têm aroma cítrico-limão e uso ansiolítico. O Ervatório tem responsabilidade específica de esclarecer essa distinção e apresentar a melissa europeia em seus próprios termos.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial. Indicações: ansiolítico, sedativo, antiespasmódico.
EMA (Europa)
Monografia HMPC — well-established use para insônia e ansiedade.
FDA (EUA)
GRAS para uso alimentar
Sazonalidade
Folhas colhidas antes da floração — primavera/início de verão

Fontes

Fontes em revisão.

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