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Identificação
- Nome científico
- Myristica fragrans Houtt.
- Família botânica
- Myristicaceae
- Tipo
- Especiaria aromática / digestivo / neurotóxica em doses altas
- Parte usada
- Semente seca ralada (nó-moscada); arilo vermelho da semente (macis — especiaria mais cara e suave).
- Noz-moscada · nó-moscada
- Nutmeg (inglês) · Noix de muscade (francês) · Muskatnuss (alemão)
- Jaiphal (hindi) · Jouza tib (árabe)
Características
- Sabor
- Quente-apimentado-amadeirado, leve doce-baunilha, complexo e profundo. Reconhecível imediatamente em qualquer preparação.
- Aroma
- Quente-especiado-amadeirado com nota de baunilha-cânfora. Profundo e sofisticado.
- Cor da infusão
- Âmbar-marrom quente. #C08838
- Intensidade
- 3–4/5 — especiaria de presença marcante.
Componentes ativos
- MIRISTICINA — 4–8% do OE — Inseticida, sedativo leve; precursora de MMDA (anfetamina psicoativa) no metabolismo humano
- ELEMICINA — 0,2–2% — Psicoativa em doses altas
- SAFROL — Traços — Carcinogênico em doses altas — limitado pela EFSA
- EUGENOL — 5–15% — Antimicrobiano, analgésico
- MIRISTATO DE TRIMETILA — Presente — Sedativo
História e cultura
A noz-moscada foi o centro de uma das maiores atrocidades do colonialismo europeu. As Ilhas Banda (Indonésia) eram as únicas produtoras mundiais de noz-moscada. Em 1621, a VOC holandesa, para manter o monopólio, massacrou quase toda a população das Ilhas Banda — de ~15.000 habitantes, restaram ~1.000. Um genocídio pela noz-moscada. Na Inglaterra do séc. XVII–XVIII, a noz-moscada era misturada ao ponche e ao vinho quente dos aristocratas — acreditava-se que prevenia a praga. O interesse médico era real: em doses culinárias, tem ação antimicrobiana.
Status regulatório
- ANVISA (Brasil)
- Uso alimentar. Sem monografia medicinal.
- Sazonalidade
- Frutos: colhidos maduros — Indonésia, Grenada